domingo, 21 de outubro de 2012

As vezes...

Um turbilhão de palavras e sentidos sem terem sentido ou serem sentidos,
Uma coisa que me foge e me amarra nesta angustia de viver,
Nesta ânsia de respirar
Nesta angustia de existir.
Fecho a porta ao mundo para entrar no meu próprio mundo onde rio, grito, choro e ninguém quer saber porque ninguém me ouve, apenas olham para o mundo que todos vêem.
Quero voltar para aquele mundinho de onde um dia sai na esperança de nunca mais voltar, mas quero-o novamente, ter-me a deambular em noites frias e molhadas sem me preocupar se ia chegar a casa doente ou se simplesmente ia chegar, estar numa mesa recondida por entre fumo de cigarros onde ninguém sequer reparava na estranha que se sentava noites infinitas a rabiscar em papeis velhos poemas de um amor nunca encontrado.
Cair na solidão novamente e fugir das novas tecnologias que nos foram oferecidas com o passar dos anos, concentrar-me apenas em pedaços de papel manchados de café onde rabisco as rasteiras da vida na esperança de conversar com o papel, na esperança que ele se torne o meu maior confidente e não me julgue.
Um dia...mais próximo do que aquilo que julgo vou  reencontrar-me novamente e nessa noite a solidão vai brindar-me com um cálice de vinho na outra ponta da sala.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma nova dança


Sonhava acordada enquanto dançava entre o vento numa varanda despida de preconceitos, era lá que me sentia bem, era lá que me compreendia e sentia.
Era lá entre copos de vinho, cigarros e miragens que era feliz, olhava para o horizonte e sentia-me feliz, sentia-me longe de tudo apenas com aquilo que era meu e nem sequer pensava em voltar, esse pensamento não me atormentava de maneira alguma porque na verdade eu não tinha que voltar, eu ficava noite após noite, copo após copo e cigarro após cigarro, apenas ia ficando para fugir á realidade, á dura realidade de voltar e de me tirarem a minha varanda onde eu podia dançar nua com o vento.
Foi numa ultima noite que cai na realidade em que não poderia continuar a dançar com o vento, sentei-me, nessa noite não fui buscar o vinho como já era habito, apenas me sentei e sem pedirem licença as lágrimas começaram a sair com saudades do vento apesar de ele ainda ali estar na ultima noite, mas chorava por ser a ultima noite, por nunca mais voltar a haver vendo com quem pudesse dançar...
Voltei á realidade o vento não veio e eu n tenho varanda, hoje não danço com o vento ou nem sequer bebo vinho para me fazer dançar nua no vento, hoje em dia ando em mim, sem dançar ou brincar com o impossível.
Hoje percebi que o vento só vai voltar quando eu permitir que ele se apodere novamente do meu pensamento e das linhas do meu corpo para que se possam entrelaçar e continuar a sua dança embriagada...

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Um cálice do seu melhor vinho por favor


Peço-te...devora-me!
Sabes que não me resistes, é impossível dizeres que não.
Morde-me
Saboreia-me e...
Ahh isso, tu sabes que todo o fruto proibido é o mais apetecido, pega-me como se de um cálice de vinho se trata-se, trata-me como o tratas a ele, ama-me como o amas a ele, faz uma fusão de nós dois...
Acabas embriagado de mim, sem quereres separar-te de mim como um alcoólico da sua garrafa preferida, digo, as mulheres e o vinho são o pior para um homem.
Paro
Sento-me e acendo um cigarro, de seguida observo-te
Ficas bonito com esse teu ar de quem exagerou no vinho, exagerou em mim, ficas sem jeito de ser mas bonito, tal como se embriagado em vinho, tal como se nada existisse mas tivesse existido sem que ninguém soubesse, só nos e o vinho, nós e o melhor amigo da noite que nos leva a dizer barbaridades em redor do amor e faz de todas as pessoas as melhores do mundo e tudo é cor de rosa.
É verdade...o vinho, maldito vinho faz com que amemos o mundo e logo de seguida o odiemos, faz com que o amor nasça no ventre de uma mulher, faz o melhor amor do mundo, faz gritos de alegria de prazer faz tudo o que se quer ser e dizer inconscientemente da sua razão de ser...
o vinho foi criado pelas mulheres e ele próprio o é...uma mulher!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Poesia e a prosa! (bebedeira algures em 2009)


Hoje descobri que amor é prosa e sexo poesia.
Comecemos então pela prosa, uma escrita confusa e cheia de porquês e quês, uma escrita onde ninguém percebe o que ali se quer dizer mas que as palavras entrelaçadas umas nas outras até soam bem, tal como no amor, não se tem de sentir, tem de se viver e fazer, vivemos para o fazer porque se não o fizéssemos já ninguém estaria aqui. Prosa, o amor, é uma coisa sentida, uma coisa de dois indivíduos num só, ver o amor é bonito, fazê-lo pode não ser tão bonito mas é bom.
Acabada a prosa , passamos para a poesia que dá inicio a muitas prosas, dizendo num português claro o sexo leva ao amor, se bem que o amor também leva ao sexo mas são coisas diferentes, a poesia é uma escrita clara e objectiva e acaba sempre ou quase sempre em rima, usam e abusam do sexo só porque é bom e apetece podendo até não se conhecer a outra pessoa de parte alguma mas ao dizer-lhe um poema a pessoa sabe o que se vai passar e que não passa dali, dizem isto na esperança da prosa nunca vir a chegar...
Sexo vem dos outros e vai embora, amor é para sempre ou não.
Tudo isto para não dizer nada de jeito e ter uma conclusão de nada pois até onde há muita prosa existe muita poesia, e tão boa que é a poesia crua e dura!

Antiguidades 27/12/08


Hoje sei que tudo o que se dizia e ouvia não o era, não passavam de historias de embalar historias para me afastar da realidade, uma realidade tão perto mas tão distante que via mas fingia não existir, ainda hoje existem realidades, verdades e tudo o resto que teima em ficar, não vão só porque já não faz sentido ficar ficam porque parece ser mais forte que tudo.
Boneca de trapos sem sentido ou ponta por onde se lhe pegue...apenas uma boneca de trapos á espera de ficar um trapo velho que toda a gente pisa e ninguém quer saber, pergunto-me o porquê! Será que há prazer em voltar atrás? ver tudo aquilo que um dia se viu e que metia nojo, raiva e magoa mas que hoje se gosta de recordar? Não entendo essa razão de ser, se outrora não passara mais de merda e agora recorda-se talvez por não ter sido bom, apenas por curiosidade de recordar.
Quero gritar ao mundo em lágrimas esvoaçantes que tudo o que era já não o é e tudo o que vai ser será mais será muito mais que meras recordações, que não serei mais essa boneca de trapo que serei um mundo complexo e de tamanha dimensão que muitos poucos saberão lidar comigo.
Quero que tudo se saiba e quero saber de tudo, quero tudo e não quero nada apenas quero...chorar!

segunda-feira, 28 de março de 2011

O erro sou eu


Eu só queria saber se tudo aquilo que faço é o correcto, é o certo para mim, não quero saber se é o certo para os outros, não me vou preocupar com mais ninguém alem de mim pois também mais ninguém se preocupa comigo. Quero que tudo se desvaneça para quando acordar deste desmaio o mundo seja algo melhor, algo onde as pessoas me deiam importância valor e amor. Será pedir muito? Nunca tive uma vida fácil, nunca me sorrio, nunca depois de criança fui feliz ou amada, sou vista como um objecto, talvez como um saco de boxe disposto a levar murros sucessivos de todas as direcções sem se queixar uma única vez, talvez tenha nascido apenas para isto. Tenho medo de mim, tenho fome de mim, não sei o que sou ou para o que me querem, apenas sei que existo sem qualquer tipo de finalidade, sou algo que nasceu apenas para morrer dentro do mesmo quarto em que nasceu, pois acabo sempre por voltar para lá depois de todas as amarguras pelas quais tenho passado. Felicidade? Não sei talvez apareça um dia destes, mas também não a quero, sou demasiado orgulhosa para a aceitar depois de tanto pontapé! Será o certo para mim o resto da minha vida assim? Será que vou ser feliz algum dia? O que é certo é que luto por isso todos os dias sem obter grandes resultados, acho que luto mais para deixar tudo ao meu redor bem e feliz e acabo por me esquecer de mim, e depois ninguém liga, ninguém repara se estou bem ou mal, pois claro se eu não me importo comigo quem ira importar? Pois bem...Ninguém, preocupam-se demasiado uns com os outros e dão demasiada importância ao passado enquanto que o tempo vai passando e o buraco negro (eu, coisa sem importância) vai ficando para trás, sem ninguém se importar com o que quero ou com o que me apetece, alias nem perguntam é tudo como se quer sem eu ter importância ou não, porque não a tenho mesmo. Sinto que ninguém me quer... Sinto que ninguém me recorda... Sinto até que ninguém tem recordações minhas... Sinto que sou pura e simplesmente uma coisa...!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O que há?


Há tanto para descobrir e tão pouca vontade de descobrir!
Há tanta coisa nova que ninguém sabe que existe e também não querem saber, há tanto que se sabe que existe e tanto que pode vir a existir sem se saber, a verdade é que existe tudo e muito e tão pouco aprendido, a verdade é que ninguém gosta de aprender por obrigação, gosta de ir aprendendo, descobrindo só porque sim, porque ninguém lhe está a impingir essa sabedoria ou que se saiba o que quer que seja, querem porque querem, porque sim!
Gostava de perceber e ver aquilo que vai na cabeça das pessoas, é um mundo bastante complexo, um mundo próprio de cada um, porque cada um é o que é, mas se queres ter alguém com quem falar não te metas a discutir estas questões com ninguém, porque vão chamar-te de alucinado e diferente, és diferente porque queres aprender e saber, isso hoje é estranho, portanto mantém-te na tua ignorância...no teu mundo!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Tu


Não sinto mais nada que uma mão a percorrer lentamente as linhas do meu corpo á mistura com um arrepio na espinha e calafrios na barriga, olho-te, amo-te e quero-te mais que tudo naquele momento.
Os suspiros de ambos que se envolvem num turbilhão de emoções fazem que tudo corra naquele momento, correm mãos, beijos, suspiros, apertões e quereres que nem os deuses podem satisfazer!
Lentamente entras em casa e olhas-me nos olhos, olhas-me com uma expressão só tua, expressão essa de desejo e de prazer, prazer por voltar mais um dia a casa do conforto que encontras nela. De um momento para o outro apoderas-te de tudo fazendo com que veja mundos infinitos perdidos por onde nem eu sei, sei que os vejo, sei que os sinto sei que nada sei quando vagueio, apenas sei que é o melhor de tudo, que és o meu melhor de tudo.
Chegada eu desse sitio contigo ainda em casa fazes a questão habitual de que se estou bem, beijas-me e sorris, um sorriso puro e doce, o teu sorriso...
Viagens longas das quais recolho as melhores partes para mim, um dia levo uma maquina comigo para te apresentar o mundo que me das, irias gostar de ver pois nesses momentos nada importa sem ser o teu toque que me arrepia, a tua respiração ofegante e tu, apenas tu.

Regresso


5:30 e a cidade esta deserta, começa a escurecer e não para de chover, sinto-me lisonjeada por poder ver esta magnifica chuva de um teatro logo na primeira fila e na cadeira do canto a minha preferida desde que me lembro de ver infinitas peças nesta casa.
Hoje não estou a ver uma peça qualquer, estou a ver a primeira chuvada de um salão nobre magnifico, todo ele azul e branco com candelabros dourados o que ate torna a chuva mais bonita. As pessoas correm para se esconder dela sem tempo de a poder observar, de ver quão bonita ela veio este ano, envergou o seu melhor traje para nos visitar e ninguém repara nela, seu eu pudesse convidava todos aqueles que passam na rua para entrarem aqui em minha casa, subir dois vãos de escadas e entrar na minha melhor sala para puderem ver com olhos der ver o bonito espetaculo que ainda agora começou, mas não posso nem quero, vou ser egoísta e ficar sozinha, gosto do silencio da chuva pegando-se ás altas vidraças e escorregando em pequenas lágrimas como se de um cumprimento se trata-se, gosto que estejas de volta e adoro o facto de te teres lembrado que vim para casa so para te puder ver!
Bem vinda sejas chuva =)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Dias e dias


Tenho dias em que não são dias, tenho dias em que não sou eu, ou em que os outros não me vêem.
Hoje é um desses dias, dia em que o mundo me foge debaixo dos pés a um ritmo alucinante no qual eu não o consigo acompanhar explodindo de raiva pela imcompreensão tida por ele.
Se eu pudesse comprava um bilhete de comboio, para onde? Não sei, dirigia-me á bilheteira e no momento da verdade diria:
-Bom dia quero um bilhete!
Por sua vez quem me atendesse iria perguntar qual o meu destino e eu responderia:
-O que você desejar, venda-me um bilhete para uma terra que gostasse de visitar.
Embarcaria então nesse comboio com a minha mochila á procura de algo que não sei se existe e que nem pretendo procurar pois não lhe tenho interesse algum!
Adorava ser livre e poder fazê-lo sem dizer a ninguém, apenas ir porque sim, porque quero conhecer o mundo, porque me quero conhecer, saber qual é a sensação de estar e viver sozinha, dar vida á minha maquina e trazer nela as melhores imagens que possa recordar.
Para mim há dias que não são dias, dias que não queria acordar para não os recordar.

sábado, 9 de outubro de 2010

Pessoa só de nome


Do tão pouco que se pede á vida esta nega-nos sempre algo, algo com toda a importância para nós, ficamos amargurados e tristes, poços sem fundos e abismos sem fim.
O ser humano é de facto o bixo mais bixo que existe, e porque?
Não me apetece explicar o porquê, e' complexo e chato, cheio de manhas e artimanhas e vocês conhecem-no, pois são pessoas!
Até eu própria me acho fútil e sensível, adoro ter tudo para depois não ter nada porque não me apetece nada do que tenho, sensível porque adoro as caricias no meu corpo, tudo isto me leva a um ponto inesplicavel, tudo isto me faz uma pessoa.
Mas porquê pessoa? Nós somos bixos apenas falamos e dizemos ter sentimentos, pois não parece ao matarmos um animal indefesso, esse sim tem mais sentimentos do que nós, então porque não intitular-se esse animal como pessoa e a pessoa como animal?
Fico confusa, fico bastante confusa com o papel do homem na sociedade, no mundo, talvez não tenha, talvez tenha, mas até agora destruiu...
Queria poder não pensar, não ter com que preocupar apenas sentir, não ver nem ouvir pegar em mim e partir.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ser ou não ser, eis a questão!


Tenho vida sem a ter, tenho-a porque ma deram sem eu a pedir e hoje não sei lidar com ela e também não sei o que lhe faça.
Acho que antes de nascermos devíamos ser informados para aquilo que vínhamos, não era simplesmente proporcionar prazer a dois indivíduos desconhecidos que irão acabar, a bem ou a mal, por serem nossos pais.
Posso dizer que sou um erro teatral, a minha vida poderia muito bem ser uma peça de teatro, visto que foi nos confins do mesmo que fui concebida, sou uma farsa!
Porque não a farsa de Inês Pereira, que tem como objectivo comprovar o proverbio "Mais quero um asno que me carregue, que um cavalo que me derrube!", e lá está, eu no meio de tanta gente fui parar ao meu pai porque sabia que este iria procriar com uma mulher que m iria carregar mesmo que eu fosse uma farsa, e ela carregou!
Visto que sou uma farsa da união de dois indivíduos isso faz-me sentir sem sentido algum, sou por ser e não por querer, mas parece que todos hoje em dia apenas existimos e não vivemos, como se costuma dizer anda-se por ver andar os outros...
Hoje descobri que sou um nada, uma farsa que existe, hoje sinto-me sem sentir, sem sentido porque não existo!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Vivo sem viver


Desculpa vida mas deixei de te viver para me viver...
Deixei-te de lado pelo simples facto de me fazeres mal e de quase me matares, mas por sua vez descobri-me a mim e descobri que sou mais do que aquilo que alguma vez imaginara ser ou vir a ser...
Sem ti sou eu, um alguém louco pronto a viver, um alguém que descobriu que sem vida se podia viver achando outra vida na vida da loucura, hoje devido á loucura sou eu e sou feliz, hoje tenho todos os loucos comigo e que insistem em permanecer na minha viagem á mais profunda das loucuras e não os vou deixar, já me deram provas suficientes que querem chegar ao fim de tudo isto comigo.
Hoje vivo e caminho descalça sobre relva gelada
Hoje vivo e voou entre estrelas
Hoje vivo e deixo que o vento tome as formas do meu corpo
Hoje vivo e faço amor debaixo de um eterno luar
Hoje vivo porque sou louca
O meu hoje pode não ser o meu amanhã pois o meu amanhã já mais será o meu hoje e eu amanhã posso já nem estar, sei que hoje estou por estar, por controlar a loucura que me faz querer abalar...
Amanhã meus amigos...amanhã viverei livre numa terra distante...Eu sem vida, mas comigo!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nada e tudo, tudo e nada


Hoje fechei os olhos...quando os abri não estava ali, não era mais eu, eu era algo que não eu, que não tu, que não nada...
Que não nada porem tudo, tudo o que o nada abrange e nada do que o tudo tem, eu tinha tudo mas sentia-me com nada, não me sentia por ter tudo.
Hoje sou nada porque tenho tudo
O que tens?
Nada
Porquê?
Porque tenho tudo
Então tens alguma coisa!
Sim tenho tudo
Uma pessoas só é feliz dentro do seu tudo porque fica sem nada, uma pessoa com nada é feliz, uma pessoa quando tem tudo diz que não tem nada porque não consegue explicar a complexidade do seu tudo.
O amor é um tudo dentro de um nada, eu sou o nada e tu és o tudo o amor é aquilo que nos envolve o amor trouxe-me o tudo deixando-me sem nada, apenas com as minhas letras mal e porcamente escritas mas feliz, mais uma vez digo:
Feliz porque tenho tudo no meu nada
Feliz porque tenho nada no meu tudo
Feliz porque te tenho a ti como tudo
Feliz porque me tenho a mim como nada
Apenas...feliz por tudo!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Tão pouco tempo...


Hoje há tempo sem tempo, tenho todo o tempo sem o ter, ele não é meu nem o quero, se depende-se de mim nem existia, odeio-o tal como odeio o tempo do outro tempo, o tempo do calor, odeio dois tempos, o tempo das horas e o tempo do sol.

Porque é que as pessoas são escravas do tempo?

Vivem sob suas ordens, ele ordena, nós fazemos, ás minhas 10 horas tens de estar á porta de casa com uma t-shirt porque o meu outro eu vai estar quente, e nós obedecemos porque se não o fizermos perdemos o tempo que nos foi dado para o fazer.

Então hoje não sais?

Não o tempo não deixa, está a chover vou ficar por aqui.

Mais uma vez ele mandou na nossa vida, no seu melhor fato obriga- nos a ficas em casa enrolados em mantas e na outra parte de nós, e não me venham com merdas a dizer que isso é mau porque não o é, ficamos em casa sem as condicionantes do tempo e sem nos chatear, ficamos só por ficar, porque é bom e chega.

E que mais nos pode fazer o tempo?

Nada, nós é que podemos fazer o que quisermos dele, pois daqui para a frente ele só anda para trás, pensem bem no que querem dele, pois está a esgotar-se!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Detesto pessoas


É apenas por isto que detesto pessoas, detesto-as porque não são sinceras umas com as outras, são falsas e más ao ponto de se fazerem de vitimas mesmo sabendo que o culpado é o seu eu!
Detesto pessoas porque sou pessoa, detesto pessoas porque destroem pessoas e porque lhe arrancam partes de si, detesto pessoas porque há pessoas que não são pessoas.
O que mais detesto nas pessoas é usarem outras pessoas para atingirem a sua meta, por mais mal que estejam a fazer não importa, é apenas mais uma pessoa, uma pessoa feia ou bonita, tanto faz, quero é outra pessoa, mas para ter outra pessoa preciso desta pessoa, que não quero, que quero apenas usar como isco.
E depois?
E depois o que?
Depois de teres a pessoa que queres, o que fazes com a que não queres?
Nada, mando-a embora, vai encontrar outra pessoa que a queira, mas vai sem um pedaço dela porque me amou, eu fiz com que essa pessoa me ama-se sem a amar, porque amava outra pessoa, usei-a como todas as pessoas fazem, usam-se e magoam-se.
Gostavas que te usassem para amares?
Não...
Então porque usas tu as pessoas para isso?
Para me sentir viva, para me sentir pessoa, para me sentir amada, pois eu não me amo, não sou pessoa, a pessoa ama e morre por amor, eu faço que me amem e que morram por mim, que morram por um bicho sem amor.

domingo, 28 de março de 2010

Entre copos e fumos

Sim estou bêbeda e depois?
A Janis Joplin também andava sempre mocada e vocês amavam-na e amam, mantenham então o mesmo sentimento por mim, amem-me!
Amem-me e odeiem-me mas no meio de tanto amor e ódio não me façam desaparecer por entre ruas e ruelas, por entre vidas e por entre nada, neste momento é aquilo que sei.
Vim-me embora do meio de uma festa, lembro-me do som de um tambor a rufar, lembro-me daquele som constantemente
PUM
PUM
PUM
PUM, bate coração bate
PUM, bate até te cansares
PUM, PUM, PUM...
E morreu, o tambor morreu, não, não foi o tambor que morreu, naquele momento tenho a certeza que alguém no mundo morreu e que outro alguém nasceu
...PUM, PUM, PUM
Entre tristezas e alegrias há apenas uma coisa em comum, ambas nos porpocionam lágrimas, ou de tristeza ou de felicidade, neste momento deito as minhas de felicidade por tudo o que tenho, neste momento tenho-me e sou feliz, mas odeio-me!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Adeus


Hoje sim, amanhã talvez

Hoje não, amanhã sim

Peço desculpa mas vou morrer

Não chorem

Na minha partida quero apenas aplausos

Aplausos como uma estrela recebe

Apesar de não o ser quero que me aplaudam

Aplaudam-me na minha partida

Aplaudam como que uma homenagem á minha vida

Mas por favor aplaudam

Quero girasois e tulipas negras

As minhas flores preferidas que nunca ninguém me ofereceu

Ofereçam-mas na minha partida

Quero também que vá tudo de branco, para que seja como uma boa porção de chantilly em cima de um morango

As minhas duas coisas preferidas

Só peço que na minha partida me deiam tudo aquilo que na minha presença não deram

Então aqui fica o pedido:

Risos, aplausos, flores, morangos e chantilly, por favor não me falheis, estarei a ver tudo aquilo que daqui para a frente se passar!

Uma boa noite...

terça-feira, 16 de março de 2010

A minha escrita


Gosto de escrever apenas por escrever, gosto de escrever porque as folhas não me interrompem para falarem delas, gosto de escrever porque posso imaginar tudo e mais alguma coisa, posso ser eu ou posso ser outro alguém, posso estar aqui e posso estar ali, posso estar eufórica como posso estar melancólica, posso amar e odiar e posso morrer!
Na minha escrita tudo é valido e tudo existe, em mim existem coisas do absurdo que nunca antes, em tempo algum foram escritas, adoro escrever e não ter sentido porque em mim não existe sentido, não existe sentido no ser, é porque tem de ser e quando deixar de ser já foi, mas foi e é bom quando é!
Tenho fome de letras, mas estou feliz porque agora consigo escrever, já não estou neutra nem fora de mim, hoje conheço-me e sei aquilo que sou, sou uma bola de neve que não derrete, mas sou uma bola, e não sei porque o sou mas gosto de o ser!

terça-feira, 9 de março de 2010

O meu ontem, hoje e amanha


Hoje acordei e vi o teu nome espalhado por toda a parte, tinha o teu nome na minha parede, o teu nome na minha cama, o teu nome em todos os carros que passavam por mim, o teu nome no céu, o teu nome em qualquer lado que eu olha-se...ele não estava la, está apenas cravado na minha mente como um pedaço de tinta permanente que nega sair de onde cai, estou a entrar num estado de loucura, estou a ficar doente por amor e nego ver minha cura...
Como qualquer viciado preciso do meu vicio, ou da cura para o mesmo, preciso de ti, preciso de ficar bem...Quero-te, e já sei escrever coisas onde apareças tu ou o teu nome, desaprendi a escrever de o que quer que seja se não estiveres la tu...
Amo-te...pff...volta...