sábado, 9 de janeiro de 2010

Perdida em mim


Aparentemente sim, mas por dentro não!
Mas o que é isto? Não sei, não sei sobre o que escrevo, sei que simplesmente escrevo sem razão alguma, estou aborrecida e tenho que me distrair com algo, deveria estar a terminar outros textos pendentes e residentes no meu moleskine, mas estou sem grande imaginação para o fazer, se bem que neste caso não seria necessária a imaginação mas sim deixar o lápis apoderar-se da minha mão e ir preenchendo as linhas vazias.
Ando triste, sem nada para escrever e por isso digo que estou triste, por a minha imaginação não me permitir fazer uma das coisas que mais gosto, queria escrever tal como respiro, queria que a minha escrita fosse tão natural como o próprio ar que respiro, a simples maneira como vou escrevendo deveria-me sair tão naturalmente como um suspiro, a minha escrita deveria ser como um suspiro da minha alma.
Talvez por a escrita não me sair tão naturalmente como antes esteja a ficar sem alma, pois a minha alma até hoje tem-se baseado na minha escrita e hoje por e simplesmente ela está a ir-se embora, estou a ficar sem ela...estou a morrer!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Náusea de mim


Aqueles dias que até dá raiva existir, olho para mim e não vejo nada, fico triste só de pensar em nada, fico triste mesmo por isso, por não ter nada em que pensar e se penso nalguma coisa da-me vontade de chorar sem motivo.
Cada dia que passa me faz sentir mais insignificante e sem importância para alguém, prometo que um dia desapareço da vida de todos vós e não deixo rasto para que não me possam procurar, porque se assim fosse iriam fazê-lo na esperança de me encontrar e resgatar para junto de vós, mas todos nós sabemos que o melhor mesmo é eu voltar para o lugar onde estava antes e ninguém me via, ouvia ou dava sequer alguma importância, era apenas mais uma alma que deambulava á procura de algo.
Sinto-me mal, sinto-me tão mal que só quero chorar e desaparecer, não sei, não sei nada e tenho medo, quero fugir, ficar onde sempre tive, na solidão ignorada por todos, ninguém se lembrava que existia, passava e ninguém ligava, hoje todos olham e isso incomoda-me, tenho medo de ser algo grande para alguém e vir a desiludir essa pessoa com as minhas fraquezas, é só isso que quero dizer...!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Chegar a lado nenhum com tudo para chegar a algum lado


Temos um ponto de partida sem um ponto de chegada, vamos partir sem saber o lugar onde vamos parar, entre ruas, vales e campos desconhecidos vamos caminhando na esperança de conhecermos novas gotas de orvalho, de conhecermos o outro lado do sol!
Quero conhecer-me, saber quem sou realmente, quero sair porta fora e não ter de me preocupar em voltar, quero correr o mundo como uma pedinte apenas de mochila ás costas, não peço mais que uma mochila e uns bons sapatos para que os pés não me gritem.
Sinto-me bem dentro do meu mau estar, da minha loucura...as vezes tenho vontade de bater a mim própria quando paro e vejo tudo aquilo que escrevo, acabei de me irritar a mim própria, sou uma coisa despresivel ao ponto de não me suportar a mim própria!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A morte do Rei


"Quando a peça chega ao fim, o rei é mendigo.
Pedimos pois que manifesteis vossa alegria.
Então tudo acaba bem, se o publico for amigo.
Faremos por representar melhor, dia após dia.
Para vos dar temos as nossas representações.
Emprestai-nos as mãos e recebei nossos corações. "


William Shakespear

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Apenas mais um dos meus gritos


Um aperto onde não se sente, um grito que fura os tímpanos, quero gritar ate rebentar a cabeça!
Quero desaparecer de onde não estou e aparecer onde estou, quero escrever e flutuar sob as linhas brancas que se vão enchendo aos poucos com coisas que não interessam agora mas que irão interessar, ou talvez não...não importa, nada importa ao ponto de me ter de importar com alguma coisa.
Onde estou, quem sou não importa, importa que estou e sou, fico contente de ser alguém, sou muito para poucos e pouco para muitos mas apenas sou eu, o tal ponto no universo com uma procura constante que nega em cessar!
Despertando aos poucos nos meus lençóis nunca partilhados e com sede de tal paro para pensar...não sei, não consigo nem quero! Não quero pensar quero sentir e apenas isso nada mais que o simples sentir...
Eu não sei porquê mas a verdade é que esta, e ninguém pode apagar isso!

Dia estranho


Hoje é um daqueles dias estranhos em que não apetece nada, e está tudo ao contrario, ate o próprio dia está ao contrario, o amanhecer de hoje foi a continuidade do anoitecer de ontem, estava uma manha tão escura que a cidade estava ainda iluminada pelas luzes dos candelabros e enfeites de natal, chovia intensamente, chovia de uma maneira tão intensa que não conseguia ver mais que um palmo á frente do meu nariz.
Hoje esta um verdadeiro dia de inverno, um dia há como muito não via, não me recordo destes dias desde que era bem pequena e o meu pai me levava a passear por entre as ruelas de Évora para que visse as decorações de natal, lembro-me que tinha um olhar radiante perante todas aquelas luzes, lembro-me que era uma sensação tão excitante que me deixava tão contente!
Não sei s tenho saudades da minha infância mas sei que há coisas dela que não se esquecem, sei que hoje em dia está tudo ao contrario e nem eu própria sei aquilo que esta ao contrario!

sábado, 21 de novembro de 2009

Mais coisas sem sentido


Hoje sinto-me sem me sentir, sinto-me mal mas ao mesmo tempo por me sentir mal sinto-me sem nada logo não me sinto.
Farto-me de escrever coisas estúpidas e sem sentido, quero ter sentido, quero ter uma lógica em mim...mas nada tem lógica, porque é que eu, um simples fruto do ser, do existir, um corpo com muito pouco interesse tem de ter lógica ou sentido na sua existência?
Mas...Eu, quem?
Sou uma tendência artística não expansiva mas sim contraída, sendo a arte a apoteose da solidão, logicamente que nunca soube pensar nem dialogar, aliás nem me esforço para tal pois tudo o que digo se anula, assim nunca terei dito nada, mas uma coisa é certa, quando tiver perdido a consciência não será para a recuperar pois quando há vida há desespero e não me agrada recuperar esse desespero.
Em relação á vida, há algo ligado a ela, o tempo, o monstro de duas cabeças de condenação ou salvação que por sua vez dá origem á memoria, talvez seja bom ter memória...sabem é que a minha é defeituosa tal como todas estas palavras juntas que deram origem ao que se pode chamar texto!